Hoje a vida é uma morte

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Hoje a vida é uma morte

 

O verde das árvores

já não é tão lindo

O azul dos mares

De vermelho tingido

O ar que era puro

Tornou-se doentio

 

Um aperto de mãos

a desconfiança

um sorriso franco

a falsidade

um abraço amigo

a punhalada

 

até tu Brutus?!

Que brutos que nada!

Foi você.

 

Negra serpente

Nadando em lama

Cuspindo o ódio

da alma cinzenta

Ceifando vidas

Murchando as rosas

 

Seres humanos

Transformam vida em morte

Um bebê...que lindo!

Nasceu sem braços

Será azar?

Será sorte?

 

É... era atômica

Guerras... guerras

Bombas... bombas

 

Carlos Roberto Perrucho Nou

 

Saravá Betucho