Parnasiano de mentirinha

 



Que haja algo de escrito errado

Que eu tanto force esta ou aquela rima

Que culminando em algo forçado

Um sonetinho para auto-estima

 

Extirpado do ferro com lima

Rima mesmo quando atravessado

Largado sobre papel e tinta

Prima por verso metrificado

 

Porém esquece do palavreado

Que torto e xucro pouco fascina

Por ser a minha primeira rima

 

Meu suado primeiro soneto

Metrificado meio que sem jeito

Parnasiano de mentirinha

 

                     Roberto V.P. Nou

ps- Não reparem, pois este é meu primeiro soneto. Quem sabe outros virão.



Escrito por Homem-Catraca às 03h22
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   A MÃE NATUREZA







Dessas coisas que só acontecem quando estamos curtindo o melhor do paraíso natural...


Ele funcionário público, ela professora de primário numa ilha quase deserta quando a natureza faz-se mais presente que nunca:


-Bem, preciso fazer cocô.


-Eu disse a você que o passeio de barco ia demorar.


-Segurei o Maximo que pude agora não dá mais.


-Ai Luiz Antônio, meus alunos são menos complicados que você.


-Não me fale dos seus alunos, estamos de férias.


Como a ilha era quase deserta, eis que surge da mata uma pessoa, chapéu largo de palha, calça jeans cortada na altura das canelas, um cesto de vime numa mão, de tarrafo sobre o ombro, indo em direção ao mar.


-Olha lá, aquele moço parece ser daqui, pergunta a ele onde é o banheiro mais próximo.


Numa carreirinha comedida, mão no estômago, ele se apreça em abordar o nativo antes que chegue na água.


-Boa tarde moço.


O homem levanta um olhar ressabiado sob o chapéu largo.


-O senhor pode me dizer onde fica o banheiro mais próximo.


-Iiiiiiii...- Ele tira o chapéu coça a cabeça olha para a mão do turista sobre o estômago depois olha na direção da mulher se aproximando lentamente pela areia mais fofa e continua:


-É urgente?


-É moço, urgentíssimo.


-É longe moço, eu recomendo o mato.


Logo em seguida chega a mulher:


-Então onde fica?


-No mato. Respondeu o marido.


-Aonde no mato.


-Não Bem, o banheiro É o mato.


-NO MATO!


-É moça, se num for urgente, é só cês seguirem adiante pela praia. Uns 3 quilômetros pra lá fica o bar da enseada. Lá tem banheiro.


-Deixa bem, eu vou no mato.


-No mato não, depois vai se limpar com quê? Sou eu quem lava suas cuecas....


-É... Interrompeu o nativo:


-No mato, pra num se sujar tem que se equilibrar bem, e tem que sair beeeeem durinho. Sabe como é, separar bem as banda... E na hora de levantar tem que ter experiência.


-Que horror, o senhor não tem um jeito mais...


-Mais simpático de explicar?


-Isso mesmo.


Luis Antônio suspira e pensa: lá vem ela de novo. As discussões de sua mulher eram infindáveis. Quanto tempo ele agüentaria?


-Desculpa moça, nois que semo daqui num temo muita instrução não, o seu marido me veio com um pobrema e eu to tentando ajudar. Posso não ser instruído, mas eu sei como me virar quando a coisa aperta. Já o seu marido...


O suor frio de Luis Antônio escorria pela testa enquanto ele assistia aquela discussão entre sua mulher e o nativo. Precisava sair daquele impasse.


-Horror é ficar com a bunda melada minha senhora...


Em meio ás pontadas de seu intestino vislumbrou a solução:


-Vou fazer no mar então. Nas duas primeiras passadas rápidas foi impedido pelo nativo q segurou seu braço para adverti-lo:


-Olha moço, tem gente que prefere no mar, mas sabe como é... É uma coisa que exige certa habilidade. Sabe...o vai e vem das ondas... difícil concentrar... Exige uma habilidade cativada desde pequeno... mesmo os mais experientes ainda correm o risco de sentir aquele bolo subindo pelas costas. Eu prefiro no mato. Eu conheci um menino que tinha uma habilidade tremenda. Ele esperava uma onda vir ai fazia aquela forcinha e...


-JÁ CHEGA!!! Após o grito saiu disparado em direção do mar, Adentrou as ondas em pulos ainda com a mão no estômago. A corrida desesperada deixou a mulher e o nativo boquiabertos.


Após alguns segundo mirando o homem imerso naquele mar o nativo retoma o caminho do mato.


-Aonde o senhor vai? Não pretendia pescar?


-Ia, mas, falando de uma maneira mais simpática, eu num quero pescar a sujeira do seu marido.



Escrito por Homem-Catraca às 00h37
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