NAMORO À DISTÂNCIA.
Recebi o primeiro pedido para solução de um problema existencial bastante comum:
“Vá sacana, resolva ai meu problema: minha namorada mora longe pra cacete, em São Paulo...”.
Relevando o modo grotesco do pedido, provavelmente afetado pela natureza do caso, responderei com a máxima boa vontade. Como o leitor não especificou de que maneira devo me inclinar na resolução, devo entender que tenho carta branca. O problema existencial também não é de fácil resolução, portanto devo recorrer a aparatos mais complicados e caros. Para resolvê-lo será preciso recorrer à tecnologia e a uma forma de pensar e agir coerente com este mundo globalizado.
>Referente ao sexo: Se vocês estão “longe pra cacete”, usem o celular, mais especificamente, o modo vibratório do celular. Isso mesmo! Sem hipocrisia, falsa moralidade ou caretice. Com o recurso de re-discagem pode-se dar bastante agilidade ao TELE-AMASSO. È só colocar o celular onde o outro pedir. Algumas mulheres já têm certa experiência... já os homens... Os homens têm que ter paciência, criatividade. O fato é que sem criatividade e imaginação a coisa não vai pra frente, nem no mesmo quarto, nem em hemisférios diferentes.
>Referente às idiossincrasias do namoro: È bastante importante manter o contato com os costumes do dia-a-dia de seu amado. Para resolver esta parte sugiro que bata fotos de momentos corriqueiros cujos quais vocês costumavam compartilhar. Uma foto sua assistindo TV, uma dela estendendo roupas, uma sua tirando uma meleca do nariz, uma dela quando acorda... essas coisas. Mantendo regularmente esse hábito, sentirão menos a falta dos defeitos de cada um.
>E por fim a parte mais intensa, as intimidades. Todo casal se ajuda nos momentos mais difíceis. Aí é que surge a verdadeira intimidade. Aquela sopinha quando se está doente ou quando você pega a mãe dela na rodoviária e etc... Esta é aquela parte que incomoda e quase ninguém tem saudade, mas este incômodo tem sua função num namoro (não me perguntem qual... mas tem). Para resolver isso é fácil. Toda semana mande um pepino pra seu parceiro resolver. Que seja uma pesquisa na biblioteca pública de São Paulo, ou uma conta de celular (que ela não tem a mínima obrigação de pagar) ou que seja uma cueca suja enviada por sedex para ela lavar...N IMPORTA... O QUE IMPORTA É INCOMODAR. E se não der certo, meu amigo... Corra pra São Paulo!! Mulher descente é difícil de achar.
RUIN NO FUTEBA
“Ouw cara, diz ae como eu faço, n jogo bem futebol e n passam a bola pra mim...”.
Caro leitor, essa é fácil. Entre em contato com alguns empresários do bairro onde você mora que queiram divulgar seu negócio. Ofereça divulgação em troca de patrocínio. Imprima a logomarca ou o anúncio combinado com os seus patrocinadores em 2 folhas A3 (tamanho 29,7x42cm). Arranje uma cola de tecido, cole uma folha na frente da sua camisa de futebol, a outra nas costas e BOLA PRA FRENTE! Venda seu espaço! Já que ninguém passa a bola para você não haverá problemas se os outros jogadores não reconhecerem pela sua camisa de qual time você faz parte. Se você não faz nada em campo, faça propaganda e ganhe uma grana publicando anúncios da padaria da esquina ou da lojinha de cacarecos da sua tia na sua camisa. Além de fazer os exercícios necessários à saúde, você ainda irá faturar um trocado.
Escrito por Mafalda e Homem-Catraca às 14h49
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